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terça-feira, 8 de novembro de 2011

Governança, Risco e Conformidade

Ao longo dos anos, a Tecnologia da Informação se tornou a espinha dorsal para o negócio de muitas empresas e deixou de ser uma opção, tornando-se um diferencial competitivo. Entretanto essa dependência exige muitos cuidados, tais como garantir que os investimentos em TI gerem valor ao negócio, que os processos de TI sejam eficientes e que a disponibilidade das operações seja mantida, além da necessidade de aderência aos processos contratuais, aos mecanismos regulatórios e à legislação vigente.
Para endereçar esses desafios, as empresas recorrem cada vez mais aos modelos e frameworks de Governança, Gestão de Riscos e Conformidade (Compliance) ou simplesmente GRC. Esses termos por muito tempo viveram em “ilhas”, como se cada um observasse o outro a partir da sua respectiva “praia”, e raramente uniam seus esforços, recursos, processos e sistemas para alcançar objetivos comuns. Felizmente isso vem mudando, pois tratar de GRC sob uma perspectiva integrada tem chamado a atenção de muitas empresas.
De acordo com o ITGI (IT Governance Institute), Governança é o conjunto de responsabilidades e práticas exercidas pelos executivos e pela alta direção da empresa com o objetivo de fornecer orientação estratégica, assegurando que os objetivos da companhia sejam alcançados e que os recursos sejam utilizados de forma responsável.
Existem padrões e guias internacionais de boas práticas de governança de TI que podem ser utilizados como referência, tais como: COBIT (Control Objectives for Information and related Technology), um framework de boas práticas de TI; ITIL (IT Infrastructure Library), um conjunto de melhores práticas para o gerenciamento de serviços de TI; ISO/IEC 27001, um padrão de sistema de gestão de segurança da informação, dentre outros.
A definição de Gestão de Riscos do Risk IT Framework, determina que essa atividade deve envolver todas as unidades de negócios da organização para prover uma visão abrangente de todos os riscos relacionados à TI. Uma estrutura corporativa de gerenciamento de riscos (Enterprise Risk Management) proporciona um maior alinhamento com o negócio, eficiência dos processos de TI, maior disponibilidade das operações com uma consequente redução de incidentes, tudo isso gerando valor ao negócio. Em empresas prestadoras de serviços, a gestão de riscos pode representar oportunidades de novos negócios.
Por fim, Conformidade é o ato de aderir e demonstrar adesão a leis e regulamentos externos, assim como a políticas e procedimentos corporativos. Controles internos devem ser implementados para garantir ainda a eficiência das operações e a confiabilidade dos relatórios financeiros. As “não-conformidades” custam caro, podem gerar impacto financeiro e afetar a imagem da empresa.
Uma pesquisa da Advanced Market Research com empresas nos Estados Unidos, estimou os investimentos em GRC, no ano de 2010, em US$ 29,8 bilhões, um crescimento de 3,9% em relação ao ano anterior.
Governança de TI, Gestão de Riscos e Conformidade não devem ser tratados como disciplinas isoladas pois a gestão centralizada dessas atividades é uma tendência irreversível. Além disso, GRC é parte integrante da gestão corporativa e proporciona o alinhamento estratégico com o negócio e a entrega de valor, além de uma melhor gestão dos recursos e do desempenho da TI.
Com a crescente exigência do mercado (interno e externo) por transparência e responsabilidade, as melhorias em GRC representam um diferencial competitivo que pode proporcionar crescimento e abertura de novos mercados para as empresas. É a convergência de três áreas de conhecimento fazendo a diferença. 1 + 1 + 1 nesse caso é muito mais do que 3

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Gestão por Competências, é hora do C.H.A.

Podemos afirmar que gerir pessoas é uma ciência em constante evolução e repleta de desafios. Neste contexto, um modelo que vem se tornando cada vez mais notório nas organizações é a chamada gestão por competências, na qual o objetivo principal é melhorar o preparo dos colaboradores em busca de maior produtividade e adequação ao negócio valorizando assim o capital intelectual da organização.
Com base nesta premissa, gerir competências significa coordenar e incentivar os colaboladores a reduzirem os gaps (necessidades de melhoria), saber o que eles são capazes de executar (competências atuais) e entender o que a empresa espera deles (competências requeridas).
O termo “competência” pode ser representado por três propriedades correlacionadas, resumidas na sigla C.H.A. – Conhecimento, Habilidade e Atitude. O conhecimento refere-se à assimilação de informações que a pessoa cumulou no decorrer da vida e que causam impacto sobre seu julgamento ou comportamento – o saber. Já a Habilidade refere-se à aplicação produtiva do conhecimento – o saber fazer. Por fim, a Atitude refere-se à conduta da pessoa em situações distintas e na sociedade – o agir.
Para exemplificar a aplicação deste conceito em uma organização, vamos imaginar que numa escala de zero a dez, a sua habilidade em “Negociação” seja seis, e, supondo que o grau mínimo requerido pela empresa seja dez, podemos afirmar que você tem um gap de valor quatro nesta competência.
Com base nesse resultado, e, juntando-se os resultados de outras técnicas de análise de desempenho como o Feedback 360º, cria-se um plano de redução de gaps, através do qual a empresa vai sugerir como e quando esses gaps serão trabalhados. O intuito é aprimorar as competências existentes de maneira alinhada aos objetivos estratégicos da organização, através de um plano de desenvolvimento profissional individual.
A implementação da gestão por competências não é complexa, porém requer alguns métodos e instrumentos específicos. Ter a missão, visão, valores, objetivos estratégicos, e processos bem definidos são alguns dos passos fundamentais para a sua adoção.
Cabe ao RH definir a matriz de competências requeridas juntamente aos gestores de cada área. Outro fator essencial é manter a comunicação ativa durante todo o projeto, a fim de esclarecer os objetivos e manter os avaliados informados. É importante, ainda, salientar que a falta de preparo das pessoas para avaliar e dar feedback e a resistência de alguns colaboradores podem dificultar a adoção do modelo. No entanto, tal dificuldade pode ser mitigada através da capacitação prévia e conscientização.
O uso da tecnologia pode ser um acelerador, já que auxilia na identificação e armazenamento histórico das competências, além de permitir a geração de gráficos e relatório para análise.
Seguindo esse modelo a empresa poderá estruturar melhor os papéis profissionais e competências fundamentais para o negócio, aumentar a eficácia na execução das tarefas, identificar talentos e garantir que seus profissionais apresentem os diferenciais competitivos exigidos pelo mercado.
Assim, a gestão das competências é flexível o bastante para ser adotada em empresas de qualquer porte, desde pequenas organizações até multinacionais, mostrando ser viável e eficiente em múltiplos cenários.
Empresas como Coca-Cola, Embraer, IBM, Petrobras e Shell, entre muitas outras, já adotaram medidas voltadas para a gestão por competências e relataram melhorias significativas em termos de eficácia na execução das tarefas, reconhecimento e motivação dos funcionários, entre outros benefícios.
Em suma, cabe à empresa utilizar esses modelos num ciclo de melhoria continua no qual, a cada novo projeto ou ciclo de avaliação, novos indicadores deverão ser criados e os antigos re-avaliados, de forma a mensurar os resultados obtidos e planejar os próximos passos. E é dentro desse contexto que a gestão por competências busca a excelência corporativa e a satisfação daqueles que representam o maior bem de uma empresa: as pessoas.

quinta-feira, 21 de julho de 2011

Project Finance

Project Finance, em sua tradução literal, quer dizer "Projeto Financeiro" mas não se resume a estruturar a parte financeira de um projeto e sim a estruturar um projeto a partir de suas finanças.

Desta forma, a maior parte da literatura de nossa área prefere adotar o termo em inglês, para evitar o que aconteceu com "Derivatives" que, traduzindo, deveria chamar-se "Derivados" e não "Derivativos" como ocorreu na terra brasilis.

Um projeto torna-se um “Project Finance” a partir do momento em que é criada uma “Sociedade de Propósito Especifico” – SPE. Esta sociedade, juridicamente aparte dos grupos credores, não aparece nos balanços contábeis de seus empreendedores. A garantia dos credores esta no próprio fluxo de caixa futuro do projeto.

As principais vantagens de transformar um projeto em um Project Finance são:

· CNPJ distinto dos sócios

· Recebíveis: fluxo de caixa e ativos do projeto

· Transparência na execução e demonstração de resultados

· Balanço contábil dos empreendedores menos endividado

Já a principal desvantagem é:

· Custo elevado: contratação de equipe especializada de financistas, advogados e contadores

Quando as empresas estão participando de uma licitação cujo resultado será um Project Finance, elas geralmente lançam mão de garantias. Estas garantias incluem:

· Bid Bond: garante ao licitante indenização caso o vencedor não assine o contrato.

· Performance Bond: garantia de que, caso ganhe a licitação, a empresa de fato executará o projeto até o seu final, ou seja, garante-se o desempenho do projeto.

· Maintenance Bond: indeniza o licitante em caso de baixa qualidade do projeto executado, ou seja, ao contratar esta garantia afirma-se a qualidade do que será executado.

Em relação ao fluxo de caixa advindo do projeto executado, temos as seguintes figuras:

· Trustee: banco encarregado pela conta do projeto

· Escrow account: conta a qual receberá as receitas para que sejam acumuladas e para que, posteriormente, seja pago o financiamento.

É um equivoco pensar que um Project Finance, apesar de seus custos, esta restrito a grandes empresas. O Sebrae possui uma cartilha que visa mostrar as vantagens da criação de uma SPE no segmento de pequenas e medias empresas.

Sendo assim, é importante verificar qual tipo de projeto estamos a gerenciar, um Project Finance ou um projeto financiado através de Corporate Finance, devido as características distintas de cada um deles.



terça-feira, 19 de julho de 2011

Gerenciamento de Projetos em Eventos Culturais


Tive a oportunidade visitar a Gibicon Nº 0 - Convenção Internacional de Quadrinhos, que aconteceu em Curitiba, de 15 a 17 de julho de 2011. O que mais me impressionou, foi o grande número de palestras, workshops, exposições, sessões de autógrafos e outras atividades ocorrendo simultaneamente, que envolveram nada menos do que 7.000 pessoas. Isto me levou a pensar sobre as dificuldades no planejamento de eventos desta natureza. A própria definição de sucesso já é bastantes complicada, como mapear e gerenciar as expectativas de tantas partes interessadas (stakeholders)? São artistas, patrocinadores, colaboradores, apoiadores políticos, apoiadores culturais e o público em geral, todos esperando o melhor possível.

Gerenciar os outros aspectos do projeto também não é tarefa fácil. Ao definir o escopo, há muitos detalhes que precisam ser muito bem amarrados para que tudo ocorra bem. Desde o fluxo das pessoas de um espaço para o outro até os copinhos de café. Tudo isso gera uma EAP (estrutura analítica do projeto) gigantesca, que precisa ser dividida em muitas áreas de responsabilidade para que possa ser manipulada. O cronograma é um desafio à parte, devem ser previstos muitos deslocamentos, buffers podem ajudar, mas é preciso ter em mente que ele sofrerá muitas alterações, pois há muita dependência de fatores externos.

O controle financeiro é extremamente complexo e os riscos relacionados ao evento indicam a necessidade de reservas de contingência. E se chover? E se fizer sol? E se um dos espaços não puder ser utilizado? São muitas perguntas que geram um plano de gerenciamento de riscos enorme. Do ponto de vista da comunicação, os eventos culturais geram muito trabalho, há muitos interesses envolvidos e que precisam ser atendidos sem que haja conflitos entre os stakeholders, afinal de contas, qualidade significa satisfazer expectativas.

O ponto mais nevrálgico, no entanto, é o gerenciamento de recursos humanos. Em última instância, são as pessoas que fazem a mágica acontecer. Um único indivíduo pode colocar todo o trabalho em risco. Por isso, é importante que haja um organograma claro e bem estruturado. Todos precisam saber exatamente o que fazer, quando fazer e a quem recorrer para resolver problemas operacionais e/ou conflitos.

No encerramento da Gibicon, o que vi foram elogios rasgados à organização, que devo admitir, foi impressionante. Todos os espaços estavam lotados e havia um misto de felicidade e espanto no ar. Primeiro porque havia muitos artistas internacionais e nacionais interagindo diretamente com público. Segundo, porque muitos não esperavam que o festival tivesse tamanho impacto e repercussão no Brasil e até no exterior. As pessoas estavam em êxtase, vendo ao vivo os artistas que dão forma e cor à muitos de seus heróis. Não há indicador melhor do sucesso do evento do que o comparecimento maciço do público e a vontade de "quero mais" que ficou no ar.

Parabéns à toda equipe!!!




quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Provérbios sobre gerenciamento de Projetos

Olá amigos redatores e leitores!
Depois de muito tempo distante, resolvi compartilhar um artigo que li em um site e apesar de ser uma mistura de diversão, verdades e nem tantas e não não ser um assunto muito sério, compartilharei da mesma forma com vocês...

Então ai vão alguns "provérbios" vamos tratar assim, sobre gerenciamento de projetos:

01 – Você não consegue produzir um bebê em um mês usando nove mulheres.

02 – O mesmo trabalho, sob as mesmas condições será estimado de forma diferente por 10 diferentes analistas ou por um mesmo analista em 10 diferentes vezes.

03 – A palavra mais útil e menos usada em gerenciamento de projetos é “NÃO”.

04 – Você pode convencer um idiota a assumir um prazo irreal, porém, você não pode obrigá-lo a cumpri-lo.

05 – O prazo mais ridículo é o mais caro e dificultoso de se cumprir.

06 – Quanto mais desesperada a situação, mais otimista ela o é.

07 – Poucas pessoas em um projeto conseguem resolver os problemas – porém muito mais pessoas criam problemas acima da capacidade das primeiras resolverem.

08 – Você pode congelar os requisitos de um sistema, porém não consegue congelar as expectativas.

09 – Congelamento de requisitos e o abominável homem das neves são parecidos – ambos são mitos e ambos se derretem quando calor apropriado é aplicado aos mesmos.

10 – As condições sob as quais uma promessa e feita são esquecidas, porém, a promessa será sempre lembrada.

11 – Aquilo que você não conhece o ferirá.

12 – Um usuário somente falará o que lhe for perguntado – nada mais.

13 – Diante de varias interpretações de um comunicado, a menos conveniente é a mais correta.

14 – O que não está escrito, não existe ou não foi dito.

15 – Parkinson e Murphy estão vivos e muito bem – no seu projeto.

16 – Quem não sabe aonde vai, nunca chega.

17 – Para quem está perdido, qualquer caminho serve.

18 – Para quem está perdido, um mapa não resolve.

19 – Noventa por cento do trabalho em um projeto, equivalem a 90% do planejado, os outros dez por cento, consomem os restantes 90% do trabalho.

20 – Prazo de sistemas e fidelidade são promessas difíceis de se cumprir.

21 – A única situação onde você tem tudo sob controle é quando você está morto.

22 – A demissão de um elemento da equipe, quase sempre é a preservação do emprego do resto.

23 – Depois que passei a estudar mais, trabalhar mais e planejar melhor, minha sorte mudou.

24 – Em projetos, não confunda folga nos prazos, com prazos dos folgados.

25 – Normalmente coisas ruins estão ligadas à palavra “usuário” – usuário de drogas, usuário de ônibus, usuário de álcool, usuário de sistemas. . .

26 – No caso de uma crise total no andamento de seu projeto – melhor do que a presença de espírito é a ausência de corpo.

27 – A logística de um projeto sempre exige àquilo que você esqueceu.

28 – Reunião sem pauta vira happy-hour.

29 – Reunião sem ata, não existiu.

30 – Para o usuário – o que você esqueceu sempre é o mais importante.

31 – Em projetos – quando um cachorro te morde, não é boa política correr e morder a perna do cachorro (porém, você pode sutilmente, colocar veneno na sua comida).

32 – O mérito por um projeto bem sucedido é como o funcionamento de um haras – A égua é um animal tão forte quanto o cavalo, e quando ela entra no cio, se torna violenta e trata o seu pretendente a coices e mordidas durante as preliminares sexuais. Como o cavalo puro-sangue é um animal muito valioso, o haras, para não machucá-lo, mantém um plantel de cavalos de baixa categoria (pangarés), chamados de rufiões e durante as preliminares sexuais, é sempre colocado um ou mais desses pangarés para exaurir a fêmea e esse animal (normalmente menor do que a égua) sofre o diabo nas patas e dentes da fêmea no cio, adicionalmente, esses pangarés têm uma cirurgia em seu pênis de forma a deixá-lo torto para evitar que acidentalmente consiga êxito. Quando a égua está exausta e receptiva ao macho, o pangaré babando é retirado e é substituído por um puro-sangue para a parte final do processo (óbvio a melhor parte). Em projetos de sistemas, sempre existe um plantel de pangarés que sofre todos percalços do projeto, isto é, todos coices e mordidas, e na hora da inauguração são substituídos, isto é, será chamado o puro-sangue de plantão para receber a melhor parte (promoção, prêmios, parabéns, elogios, etc.).

33 – Quando tudo estiver perdido – finja-se de morto. [pelo menos, por enquanto, as pessoas ainda respeitam os mortos (por um dia)].

34 – Equipe muito grande em projetos é como chinês fazendo túnel, eles colocam um buzilhão de chineses de um lado da montanha e outro buzilhão do outro lado. Se tudo der certo eles fazem um túnel, se der errado eles fazem dois.

35 – Equipe muito grande é como dinossauro, você tira um bife da ponta do rabo, até a dor chegar ao cérebro leva dois anos.

36 – Grupo de trabalho – quando você está dentro é equipe ou grupo de trabalho; quando você está fora é panela.

37 – Todo chefe tende a ser incompetente. (Peter, L.J.)

38 – Para tocar o seu projeto, conheça bem: o organograma, o mandograma, o orfacograma, o mafiograma, e fundamentalmente, o secretariograma.

39 – Se tudo aparentemente está andando bem, é porque você não olhou direito.

40 – A empresa só te paga para trabalhar, quando você fica nervoso isso é de graça.

41 – Todo membro incompetente da sua equipe é zelosamente pontual nos horários de entrada, almoço e saída. Porém, sua presença não agrega conteúdo, portanto, atrapalha a pontualidade dos prazos do projeto.

42 – A inteligência total do universo é constante, porém, continuam nascendo mais pessoas.

43 – A proporção de analfabetos de ontem com os de hoje, continua a mesma, porém, os analfabetos de hoje, sabem ler e escrever. (Moravia, A.)

44 – Nem se deita vinho novo em odres velhos; do contrário se rebentam, derrama-se o vinho, e os odres se perdem; mas deita-se vinho novo em odres novos, e assim ambos se conservam. (Bíblia, Matheus 17). Leitura sistêmica, não desperdice códigos novos em sistemas velhos e nem remonte sistemas velhos para ficarem novos.

45 – Quando seu chefe diz que vai colocar alguém para te ajudar, provavelmente você já foi demitido, é só uma questão de tempo.

46 – Quando o teu chefe pede para colocar no papel a sua brilhante idéia, é porque ele nunca vai vê-la.

47 – Reunião com mais de 2 horas, vira big brother.

48 – Não existe conflito quando a hierarquia é diferente.

49 – Quando um funcionário lhe procura para contar sobre uma idéia e você pede para que ele coloque no papel a sua idéia, essa atitude é a melhor maneira de bloquear a criatividade.

50 – Só erra quem esta inovando.

51 – O inferno não é tão ruim quando você é amigo do diabo.

52 – Qualquer que seja o seu projeto, ele nunca andará se a liderança estiver não mãos de um acadêmico, principalmente se o mesmo for doutor.

53 – A melhor maneira de um projeto não sair é designar uma equipe para decidir sobre a implementação do mesmo.

54 – Decisões são processos democráticos (toma-se em grupo), fazer é um processo ditatorial (deve ter um mandando). Adizes.

55 – Respeito aos membros da equipe alem de humano, protege os dentes.

56 – Respeito de forma geral protege os dentes.

57 – Membro canalha da equipe, é como cobra, só não te morde se estiver morto.

58 – “Bandido” em equipe de trabalho não é ser humano é doença oportunista.

59 – Os maus funcionários de uma equipe tendem a cada dia serem piores, pois todas noites de suas vidas eles são obrigados a dormir com um incompetente.

60 – Funcionária incompetente que sabe administrar a “piriquita” estraga a equipe e prejudica a empresa.

61 – Superior que transa com funcionária incompetente dando em troca favores profissionais, atingiu o nível mais baixo de inferioridade que o ser humano pode chegar.

62 – Ver um ser humano julgando a outro, é um espetáculo que me mataria de rir se não me causasse pena. Pitigrilli.

63 – Estola de peles é um animal que trocou de dono. Pitigrilli.

64 – Ninguém engole sapo pelo valor nutritivo do bicho. Veríssimo.

65 – Tirado de uma fonte é cópia, tirado de duas é plágio, porém, tirado de três é pesquisa.

66 – Não importa a qualidade de seu trabalho, a banca formada por acadêmicos só sabe ver a forma.

67 – Para ferrar o projeto da concorrência, indique um doutor para ajudá-los.

68 – Reconhecimento de chefe e coice de porco são parecidos, ambos são raros e quando ocorrem são curtos.

69 – Quando o gerente encontra a equipe feliz, ele fica infeliz, se perguntando onde foi que errou, não entendendo porque as pessoas estão contentes e rindo.

70 – Dize-me do que te gabas e direi o que te faltas. Freud.

71 – Em sistemas deve ser abolido o termo subentendido.

72 – As relações humanas contrariam as leis da física: quando efetivas, o somatório das partes é maior do que o todo; e quando falsas, o somatório do todo é menor do que as partes.

73 – O diabo tem dois nomes: esposa e gerente.

74 – Em projetos para calcular a parábola formada por uma pedra atirada a 30 metros, existem analistas que entrevistam a pedra.


por GUILHERME SILVA

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