terça-feira, 12 de agosto de 2014

O fator humano na gestão de equipes

Um funcionário aparentemente indisciplinado pode tornar-se excelente naquilo que faz se obtiver atenção adequada por parte de seus superiores?

Conheci um amigo de escola que era o "terror" dos professores, perturbava a aula e irritava a todos, parecia que tudo de errado que acontecia naquela escola ou era culpa dele ou estava envolvido, a saída escolhida pela direção foi a expulsão.
Esse menino foi matriculado em outra escola e anos mais tarde ao reencontra-lo já adulto qual não foi minha surpresa quando descobri que havia se formado em Engenharia de telecomunicações e era Diretor de tecnologia em uma multinacional.

Relembrando este fato vejo como na maioria dos casos o problema não está nas crianças ou jovens que são "problemáticos" e sim nos adultos que não tem conhecimento suficiente para explorar suas qualidades e incentivar o desenvolvimento de habilidades incríveis que poderiam ser uma contribuição para a sociedade.
Portanto acredito piamente que "quase" todas pessoas podem ser incentivadas a tornarem-se profissionais de grande valor.

Talvez você tenha talentos ocultos em sua empresa, pessoas com capacidade para desempenhar papéis estratégicos e dar uma nova roupagem em setores que a anos se arrastam sem conseguir atingir metas, que tal dar uma ajudinha para que esses talentos brilhem? Isso se chama gestão de equipes.

Todos nós gostamos de atenção, o funcionário se sente bem quando vê que a empresa o considera importante e fundamental , que ouve o que tem a dizer e considera seu trabalho como parte essencial para o sucesso do grupo.

Atenção para estes itens:

Reuniões
O diálogo entre  equipe e gestão deve ser constante, reuniões semanais onde todos podem falar e dar sugestões oferecem resultado rápido como parte da integração. Prepare tópicos rápidos e objetivos. É comum os funcionários desejarem reclamar ou colocar questões que  podem gerar discussões, utilize um canal para este fim, um e-mail ou caixinha para críticas, dessa forma você pode tratar isoladamente os fatos sem contaminar outros integrantes.
Seja breve, lembre-se que o ser humano consegue se concentrar aproximadamente por 30 minutos, mais do que isso a mente começa a divagar, sem contar que se torna cansativo e chato, esse não é o objetivo, todos devem sair da reunião com metas e responsabilidades bem claras.

Ouvindo sua equipe
Tire  tempo diariamente para conversar em particular com cada um deles, ouça o que tem a dizer, peça sugestões sobre determinados projetos em que estão envolvidos, defina tarefas específicas para que cada um, peça relatórios de status e progresso, crie um fórum para debates de pontos críticos onde cada um pode colocar as dificuldades encontradas e compartilhar soluções.

Treinamento
Crie um plano de aprendizado continuo para seus funcionários, incentive-os com premiações em cada etapa concluída, escolha assuntos e competências que podem beneficiar determinados projetos em andamento, indique livros sobre relacionamentos profissionais. Pode -se montar uma pequena biblioteca onde exista um ranking de maiores leitores afixados na parede.
O ser humano é competitivo por natureza, explore esta característica para o bem da empresa com espírito saudável e integrado, nunca denegrindo os "últimos colocados" mas incentivando-os a se tornarem os primeiros, mostrando que todos podem contribuir com seus talentos.

Plano de carreira
É importantíssimo que a empresa desenvolva juntamente com o RH um plano de carreira, "quem não sabe onde quer chegar não chega a lugar algum" essa afirmação é bem verdadeira, se você não pode oferecer uma visão de crescimento para seus funcionários não pode esperar comprometimento e entusiasmo, todos querem melhorar seu status social e financeiro. Estabeleça requisitos claros e publique na intranet ou em local onde todos possam ver, divulgue.

Disciplina
Amizade e companheirismo não podem ser confundidos com libertinagem, deixe bem claro as regras quanto a horários, relatórios e atribuições. Quando ocorrerem desvios chame a pessoa envolvida e converse em particular, revisando as regras e obrigações, nunca exponha a pessoa ao ridículo ou humilhação pública, este tipo de atitude tem ação reversa ao objetivo, a pessoa ficará constrangida e alimentara mágoa, gerando descontentamento e fofoca pelos corredores.  Quando perceber algum "burburinho" trate de resolver rapidamente para que não se espalhe e torne-se um problema real.

Cargos
Respeite e incentive a hierarquia corporativa, nunca critique superiores muito menos subordinados a terceiros, mostre que os cargos existem para serem respeitados e processos devem seguir o fluxo de decisões da empresa, dessa forma seu funcionário dará valor ao cargo quando receber uma promoção.
Destaque os níveis de supervisão e coordenação, crie o sistema de cargos júnior, pleno e sênior, assim poderá aumentar a oferta de promoções.

Em resumo
Tenha seu funcionário como um aliado do negócio e não um impedimento para suas metas.
Invista no fator humano, este pode gerar ótimos ganhos em todos os sentidos, fortalecendo sua organização e imagem no mercado.

Sucesso e até a próxima!

quarta-feira, 6 de agosto de 2014

Teoria das Restrições - Base da Corrente Crítica em Projetos

Olá, leitor do blog Gestão de Projetos. A partir de agora venho dividir com vocês um pouco do meu conhecimento em gerenciamento de projetos e principalmente em gestão de riscos.

Gostaria de compartilhar um pouco do meu conhecimento em CCPM(Critical Chain Project Management) uma forma de diminuirmos os riscos no nosso projeto, porém, para conseguirmos entender um pouco da Corrente Crítica devemos entender primeiramente a Teoria das Restrições ou TOC(Theory of Constraints).

A teoria das restrições teve inicio na década de 1970, quando o físico israelense Eliyahu Goldratt se envolveu com problemas da logística de produção em sua empresa, a teoria utiliza a pratica desenvolvida por Goldratt denominada de Processo de Pensamento (Thinking Process).

Segundo a teoria das restrições, uma das principais condições necessárias à sobrevivência de uma empresa com fins lucrativos é transformar os sistemas de desenvolvimento e produção em ganhos, a qual pode ser traduzida como a busca constante pelo controle e melhoria de três indicadores de desempenho:


  1. Ganho: índice pelo qual o sistema gera dinheiro através das vendas;
  2. Inventário: todo o dinheiro que o sistema investe em coisas que um dia ele pode vender;
  3. Despesa Operacional: todo o dinheiro necessário para transformar inventário e ganho.

A teoria das restrições faz uso integrado destas três medidas como fatores para a tomada de decisão; Elas devem sempre se voltar para o impacto global dentro da empresa, devendo, portanto, serem sempre analisadas conjuntamente.

A crença fundamental da TOC é que todo sistema constituído com uma meta definida deve possuir ao menos um componente que limita seu desempenho em relação àquela meta. Se assim não fosse, a empresa teria uma lucratividade infinita. Tal componente é definido pela TOC como "restrição" do sistema. E por se constituírem num conjunto de variáveis dependentes, deverão ser sempre limitados por um número pequeno de restrições. Neste sentido, a TOC propõe que toda organização deve seguir os seguintes passos como parte de um processo de melhoria contínua.
Processo para análise da restrição.

No próximo artigo abordaremos os pontos do processo de análise da restrição, para então finalmente conhecermos um pouco mais sobre a aplicação da Corrente Crítica em Projetos. Até a próxima!

Gerenciar é preciso


Olá, caríssimo leitor do blog Gestão de Projetos. É com muita satisfação que venho, a partir de agora, compartilhar com você um pouco do meu conhecimento em projetos, incrementando a cada artigo, uma experiência nova que vai ajudá-lo a crescer profissionalmente neste meio tão promissor.

E começo partindo, literalmente, do principio da gestão de projetos. Para entender o que é um projeto, é preciso acreditar que ele é um conjunto de atividades temporárias, realizadas em grupo, destinadas a produzir um produto ou gerar um serviço, com o objetivo de atingir um resultado único. Sim, único! Nenhum projeto deve e pode ser igual ao outro. Cada um deles possui um objetivo em particular para atingir. 

E todo projeto precisa passar por um controle sistemático para que não perca a razão de ser. Da criação de um simples site até a construção de um prédio é preciso gerenciar os riscos, as falhas e os recursos. Diretores, e muito menos os clientes, não gostam de surpresas.

O gerenciamento promove a conquista de objetivos únicos dentro dos períodos pré-determinados de tempo e com limitações de recursos previstos. Assim, diminuímos as incertezas e atingimos a satisfação de seu cliente, seja ele interno ou externo. 

O Gerenciamento de Projetos, no meu ponto de vista, é quando você ou sua equipe aplicam os conhecimentos, as habilidades e técnicas na execução sistemática dos processos que levarão a efetividade do resultado. É uma competência estratégica que vai permitir que os planos das empresas se unam aos resultados que o projeto busca adquirir. 

Um dos grandes segredos da gestão de projeto é acreditar que ele, verdadeiramente, é eficiente. Gerenciar projetos é planejar e acompanhar a execução em todas as suas etapas, sempre se reportando ao planejamento inicial e aos objetivos para não perder o foco e o controle.

Mas é preciso lembrar que um projeto é constituído também por pessoas, o que faz com que tenhamos um cuidado redobrado para que elas se sintam bem e cresçam em torno dele. O próximo artigo vai falar exatamente disso. Vamos entender qual o papel de um time entrosado e consciente das suas responsabilidades perante o projeto.